Andrzej Duda garantiu proibição de atribuir ao país os crimes cometidos pelos nazistas contra os judeus

Opresidente da Polônia, Andrzej Duda, assinou nesta terça-feira (6) a polêmica lei que proíbe atribuir ao país os crimes cometidos pelos nazistas contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, durante um discurso à nação, ele informou que trechos da medida considerados mais polêmicos serão enviados para a análise da Corte Constitucional para checar se eles ferem ou não a Carta Magna do país. Segundos os jornais locais, no entanto, a legislação entrará em vigor e só depois terá o parecer judicial.   

Para Duda, apesar da medida ter gerado uma série de críticas internacionais, é necessário que ele "defenda os interesses nacionais" porque "todos sabem que não foram os poloneses quem mataram judeus e criaram os campos de concentração".   

Com isso, a partir de agora, quem fizer referência à Polônia como cúmplice em relação ao Holocausto pode pegar até três anos de prisão e pagar pesadas multas. A medida inclui até mesmo a referência aos "campos de morte poloneses", já que os maiores campos de concentração criados pelos nazistas estavam em território polonês – como no caso de Auschwitz.   

Como reação, a nova lei causou protestos formais, especialmente, de Israel e Estados Unidos – e deve gerar problemas até mesmo financeiros para os poloneses. Por outro lado, Duda estava sendo muito pressionado internamente para aprovar a medida, que havia passado facilmente pela Câmara Baixa e pelo Senado. Nos últimos dias, o líder do partido do governo, Jaroslaw Kaczynski, disse em uma entrevista que aguardava a aprovação da legislação sonre o Instituto da Memória Nacional pelo presidente – mostrando que as pressões ocorriam até mesmo por parte dos aliados. Com informações da Ansa.